domingo, 16 de novembro de 2008

CORAÇÃO ARTIFICIAL COM TECIDO BIOLÓGICO


Há pelo menos uma dezena de corações artificiais disponíveis hoje no mercado. Os mais avançados são capazes de assumir as principais funções de um coração de verdade. Nenhum deles, no entanto, está livre de ser rejeitado pelo organismo. Um passo para a solução desse problema foi dado pelo cirurgião cardíaco francês Alain Carpentier, do Hospital Georges Pompidou, em Paris. Ele construiu um coração artificial revestido por um tecido biológico anti-rejeição. O invólucro é feito a partir da membrana cardíaca de animais, em especial porcos. O coração artificial francês foi testado em carneiros, e os estudos em seres humanos devem começar em dois anos. O material metálico e plástico das próteses disponíveis no mercado fica em contato direto com o organismo. Para evitar a rejeição, o paciente tem de tomar antiinflamatórios e anticoagulantes diariamente. Do ponto de vista tecnológico, a prótese francesa não apresenta diferenças significativas em relação às concorrentes. Mas o invólucro criado por Carpentier é um detalhe que faz toda a diferença. "Não há dúvida de que, se tudo der certo com a invenção, poderemos garantir não só uma maior sobrevida, como uma melhor qualidade de vida aos pacientes que receberem o implante", diz Jarbas Dinkhuysen, cirurgião cardíaco do Hospital do Coração e responsável pelo sistema de captação de órgãos do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.
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