segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O PRAZER QUE DESTRÓI.


Princípio do Prazer = é o querer imediatamente algo satisfatório e querê-lo cada vez mais. "É a tendência que, em busca da descarga imediata da energia psíquica, não quer saber de mais nada - nem do real, nem do outro, nem mesmo da sobrevivência do próprio sujeito.

Podemos dizer que esse conceito cai como uma "luva" no comportamento da juventude em todos os tempos, mas principalmente na atualidade.

Freud no desenvolvimento de sua teoria concebeu dois príncipios antagônicos : Príncipio do prazer e príncipio da realidade

O do prazer está exposto acima, o da realidade nos conscientiza de que nem tudo é possível em determinados momentos, que o desejo pode ser administrado para acontecer num momento mais adequado.

Quantas famílias já não sofreram , se desestabilizaram, se desesperaram ao verem seus filhos ou parentes envolvidos no mundo das drogas.

E como explicar, o que fazer?Como agir?

Não há receitas prontas. Eu mesmo tenho casos extremos em minha família( uma cunhada que chegou ao limite da dependência, vendendo até alimentos que serviriam de mistura para marido e filhos para conseguir dinheiro para as drogas}

Infelizmente tenho outra situação em minha própria casa. Não chegou ao limite, mas caminha para ele.

Há muitas teorias sobre as causas do uso das drogas pelos adolescentes: Problemas familiares, curiosidade, problemas psíquicos, sociais, rejeição pelo grupo, onipotência juvenil, dificuldade em aceitar limites e frustrações... Enfim talvez seja um pouco de tudo isso e muito mais...

Como pais , educadores, cidadãos, precisamos nos conscientizar da importância de nosso engajamento em atividades que previnam o uso das drogas. Precisamos sair dessa letargia de acreditar que "comigo não vai acontecer" e buscar um comprometimento com um ideal de juventude mais saudável.

Podemos começar com atitudes simples como por exemplo: Ter paciência e perseverança para impor limites aos filhos. Horário de entrar em casa, horário para brincar no computador, respeito as regras estabelecidas. Em caso de descumprimento das regras pelos adolescentes, não devemos brigar ou nos zangar. Devemos com voz suave, mas firme marcar nossa posição e dar a advertência adequada para cada caso. Não deixar a situação partir para a impunidade. Se o adolescente perceber que não há punição ele vai retornar ao erro e depois será muito mais difícil corrigir o desvio.Dar carinho na medida certa, usar o não com autoridade, falar apenas uma vez. Agir com equilíbrio e justiça.

Buscar informação, conhecer famílias que já passaram pelo problema para trocar experiências, encontrar apoio espiritual na igreja , ou dentro de sua crença específica. Se preciso, procurar auxílio especializado.

Enfim , é um caminho longo, um processo que pode durar anos. Não há milagres.

Mas sabemos que há esperança, pois muitas pessoas conseguiram sair desse inferno através de sua força de vontade, de suas famílias , amigos e de sua fé.
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