sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ZAHIR


O título foi tirado de um conto homônimo do livro O Aleph, do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Zahir tem origem na tradição islâmica e, em árabe, quer dizer visível, presente, aquele ou aquilo que não se esquece. Na trama de Coelho, Zahir é Esther, a mulher do protagonista, a quem ele ama e com a qual vive uma crise matrimonial. Ela é uma jornalista correspondente de guerra, porta pela qual entram em cena os conflitos étnicos, políticos e religiosos que mobilizam o mundo. Parte da história se passa no Cazaquistão, país tolerante com várias religiões. Paris é constantemente revisitada pelos personagens. E o atrativo mais importante, a marca de Paulo Coelho: provérbios, lendas, mitos, espíritos, vozes do além, ensinamentos, maktub

É claro que não se pode concordar com tudo que está no livro, afinal cada um tem sua visão de mundo de acordo com sua vivência e experiência. Mas não deixa de ser uma leitura gostosa e também proveitosa para aprender um pouco mais sobre a cultura de um país tão distante como o Cazaquistão.
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