quinta-feira, 28 de julho de 2011

SEU PATRÃO É SEU CLIENTE. PENSE NISSO.



Digo isto há anos: os patrões são os clientes dos empregados! Esta é a grande verdade do mundo atual. Ora acompanhe o meu raciocínio.

As empresas são iniciativas privadas de pessoas (individuais ou em sociedade) que visam a realização e venda de um ou mais produtos ou serviços de utilidade para algum mercado específico (os mercados podem ser divididos em diferentes tipos, setores e segmentos).

Obviamente que o primeiro objetivo de uma empresa é o lucro, sendo isso perfeitamente justo. Na verdade, as empresas são os investimentos dos seus proprietários e, muitas vezes, a sua única fonte de rendimento.

Para terem lucro, as empresas necessitam de fabricar e/ou distribuir/vender produtos e/ou serviços que tenham procura, ou seja, que tenham compradores e consumidores (sejam outras empresas, sejam os consumidores finais). Devem pois corresponder a necessidades (objetivas ou subjetivas), terem atributos como utilidade, qualidade, funcionalidade e preço compatível. Para que tudo isso aconteça e para que uma empresa exista necessita de ter, além de clientes, empregados e outros colaboradores (em part-time, contratados e muitas vezes outras empresas que lhes vendem serviços).

Nenhuma empresa resiste sem ter clientes como também não resiste sem ter empregados. São estes que ajudam à sua laboração e a viabilizam com o seu trabalho individual e conjunto. Se é verdade que os empregados são pessoas que precisam de ter trabalho não é menos verdade que os "patrões" (sejam banqueiros, sejam lojistas ou quaisquer outros) precisam das competências e aptidões dos empregados. Estes representam o que se chama "capital humano".

Só que os tempos mudaram (e as estruturas e exigências dos mercados também) e o "capital humano" passou a "capital intelectual". Ou seja, não interessa apenas ter trabalhadores mas trabalhadores inteligentes, criativos, competentes, dedicados, motivados, etc. O "capital" deixou de ser o dinheiro para ser o "intelecto".

Nenhuma empresa sobrevive sem este capital que, frequetemente, vale mais do que o dinheiro propriamente dito. Antigamente, os patrões eram os "patrões", os "donos". Nós precisávamos deles para ganhar dinheiro.

AGORA SÃO AS EMPRESAS - e os seus proprietários - que precisam dos empregados e, sobretudo, dos melhores, daqueles que são vitais quer para a inovação quer para a produção quer para a venda. As empresas contratam os empregados. Os melhores, se possível.

Então as coisas ficam voltadas ao avesso. São as empresas que precisam dos empregados (mais do que nunca) tal como precisam dos clientes. E não os clientes que precisam das empresas, nem os empregados que precisam das empresas.

Veja-se, pois, o poder das greves. É que as empresas paralisam quando os empregados baixam os braços. E as empresas perdem "capital" quando um bom trabalhador prefere escolher outro "patrão". Nestes tempos difíceis, os empregados sentem-se ansiosos e até inseguros porque sabem que não há muitas alternativas. Precisam do seu trabalho e até aceitam laborar por menos dinheiro.

MAS, ATENÇÃO EMPRESÁRIOS! Se os melhores sairem vocês ficam "desfalcados" nas vossas competências e podem perder competitividade e clientes (ou seja, dinheiro).

SE VOCÊ PROCURA EMPREGO tente ser diferente dos outros candidatos. Aumente as suas habilidades, saberes e competências para se diferenciar dos restantes candidatos.

LEMBRE-SE QUE OS PATRÕES precisam dos empregados. E são eles que pagam o serviço que estes prestam. Ou seja, os patrões têm de comprar os serviços dos seus empregados.

ENTÃO, SE TÊM DE COMPRAR, são clientes! Ora bem, aqui chegados, qualquer patrão está disposto a comprar os serviços de um trabalhador que lhe ofereça uma mais-valia para o negócio dele. Se você não tem nada de especial quando se candidata a um emprego significa que terá muitos outros concorrentes que podem ter algo mais a oferecer. E um desses é que vai ficar com o emprego. Talvez saiba falar melhor. Talvez seja mais assertivo, etc. Ou talvez saiba russo (e isso interesse à empresa).

E ASSIM, se os patrões compram os serviços dos empregados (pagando com ordenados ou outras formas de pagamento) tornando-se assim nos seus "clientes" você PENSE como um FORNECEDOR de serviços (e não como um empregado ou um candidato a empregado).

Se atuar desta forma, não tenha medo da precaridade (muita gente trabalha com diversos "patrões" e ganha imenso dinheiro pois têm algo que os outros não têm, nomeadamente visibiidade). Sim, SE VOCÊ É UM BOM CANDIDATO tem de ter visibilidade, tem de ser conhecido pelo que vale ou pelo que sabe. DEIXE ENTÃO DE PENSAR como um EMPREGADO.

Pense como um fornecedor de serviços. Procure um patrão que será, afinal, cliente dos seus serviços.

No futuro será cada vez mais assim; já não há empregos fixos para toda a vida. Acorde, o mundo mudou e vai mudar mais ainda.

NÃO SE ESQUEÇA, PORÉM, QUE ISSO AUMENTA MUITO SUAS RESPONSABILIDADES. Faça uma lista daquilo em que você é reconhecido como MUITO BOM. E uma lista daquilo que poderia acrescentar ao seu CURRICULUM.

Alguns economistas e gestores que seguem ideias, comportamentos e fórmulas da Era Fabril estarão em desacordo total comigo. Mas lembro-lhes que já passámos a Era da Informação, a Era do Conhecimento e estamos na ERA DO INTELECTO (ou Era Conceptual). As regras mudaram. E os desafios mais ainda (ver ilustração acima).

Fonte - Academia da Inteligência
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