domingo, 21 de agosto de 2011

AVENTURA QUE DÁ DINHEIRO!


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Luiz Henrique Tapajós, carioca, 37 anos
Base jumper (salto de paraquedas de pontos fixos) e skydiver, conhecido como o “Homem-pássaro”
- Colaborador do canal esportivo ESPN
- Profere palestras sobre gerenciamento de risco para grandes empresas e indústrias (R$ mil 5 a R$ 10 mil)
- Faz comerciais de tevê
- Especialista em fotos e filmagens em queda livre


Eu curto muito essa idéia de aventura, de escalar montanhas, pular de paraquedas, superar limites. Eu particularmente tenho medo até de brincar nos brinquedos do Playcenter. Mas admiro muito os aventureiros. Selecionei uma reportagem que li na Isto é sobre o assunto.
Foi na descida do cume da montanha mais perigosa do mundo, a K2, no Himalaia, que o experiente alpinista Waldemar Niclevicz, 44 anos, enfrentou o momento mais difícil de sua carreira de 22 anos e 100 montanhas conquistadas. “Escureceu e eu decidi passar a noite lá em cima porque tinha perdido a lanterna, enquanto meus dois companheiros preferiram se arriscar e descer.” Niclevicz ficou parado no meio do gelo a quase 9 mil metros de altitude e sob uma temperatura de 30 graus negativos, conversando com ele mesmo a noite toda. “Só pensava que não podia desistir, porque desistir seria para sempre”, recorda. O medo era sofrer um edema pulmonar ou cerebral por falta de oxigênio – acima do chamado limite vertical (7,5 mil metros), a pessoa corre risco de morrer por essas causas depois de 48 horas. Niclevicz excedeu o limite em 12 horas. “Na manhã seguinte, quando abri a barraca dos meus colegas, eles acharam que eu era um fantasma porque já tinham me dado como morto”, relembra.

Essa foi apenas uma das ocasiões em que Niclevicz se viu em perigo. Arriscar a vida virou profissão para o montanhista, que entrou para a história como o primeiro brasileiro a atingir o ponto mais alto do mundo, o cume do Monte Everest, em 1995. É dos desafios que enfrenta que ele tira material para livros, vídeos e palestras. Atualmente, ministra até cinco conferências por semana, ao custo de R$ 12 mil cada. Enquanto isso, se prepara para a próxima aventura: em janeiro, irá escalar uma montanha praticamente intocada – não revelada ainda – onde apenas três grupos de aventureiros conseguiram chegar. O projeto está em fase de negociação com a tribo indígena que habita o local e captação de recursos – o custo está estimado em R$ 100 mil. “Sonho com esta montanha há 20 anos”, confessa.

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Waldemar Niclevicz, 44 anos

Primeiro alpinista brasileiro a atingir o cume do Everest
- Dá até 5 palestras sobre superação por semana (R$ 12 mil cada)
- Mantém um site sobre alpinismo e sustentabilidade
- É autor de quatro livros e atualmente produz uma autobiografia em fotos

O alpinista é exemplo de um fenômeno comum em países desenvolvidos que começa a ser sentido por aqui, o de aventureiros que transformam seu hobby em profissão. Precursor desse estilo de vida perigoso, o americano Richard Bangs, 59, passou 30 anos descendo rios por todo o mundo e hoje fatura US$ 500 mil por ano, com seus 19 livros, filmes, documentários e programas de TV que exploram o assunto. No momento, está na Costa Rica, trabalhando na série que produz e protagoniza, “Aventuras com propósito de Richard Bangs”. Para ele, o segredo para ser bem-sucedido no mundo da aventura é justamente não encarar as expedições como uma carreira, mas como paixão. “Meu objetivo nunca foi ganhar dinheiro, mas ter experiências”, disse à ISTOÉ. Para Bangs, medo é estímulo. “Se segurança fosse o que buscamos, o mundo permaneceria não descoberto”, filosofa.

Na tevê, essas experiências também se tornaram filão. Só no canal pago Discovery Channel, estão no ar no País as séries “À prova de tudo”, “No pior dos casos” e “Mundos perdidos”. E, no próximo dia 9, estreia “Casal Selvagem”, que traz o perito em sobrevivência das Forças Armadas Americanas Mykel Hawke e a mulher, a jornalista Ruth Hawke, sobrevivendo em condições extremas em lugares inóspitos, incluindo a Amazônia. “Por mais de 20 vezes eu tive certeza de que não terminaria o dia vivo”, contou Hawke. O aventureiro, que já esteve em oito zonas de guerra, não revela quanto lucra com seus negócios, mas diz que tem uma vida confortável e que a maior satisfação é fazer o que ama. “Não é o tipo de profissão que te deixará rico, mas é uma atividade compensadora”, afirma.


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