sábado, 13 de outubro de 2012

O ESSENCIAL É INVÍSIVEL......


Conta uma história, que um homem sentou-se em um banco de estação de metrô de Washington DC e começou a tocar violino. Era uma manhã de janeiro.Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Acredita-se que por ser horário de pico aproximadamente 1100 pessoas passaram por aquele local a caminho do trabalho. Um senhor de meia idade parou por alguns segundos, mas olhando para o relógio logo saiu, as crianças foram as que mais prestaram atenção, mas sempre acompanhadas de adultos que as apressavam, impedindo -as de ficar para ouvir a música.
Aproximadamente nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam para ouvir e ele recebeu ao todo $32.Quando ele parou de tocar , ninguém percebeu, ninguém aplaudiu não houve reconhecimento algum.
Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell , um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele havia tocado algumas das peças mais difíceis de serem executadas em um violino que custava cerca de $ 3, 5 milhões de dólares. Uma poltrona para assistí-lo não saia por menos de $ 100 dólares.Dois dias antes de tocar no metrô, ele havia esgotado os ingressos num teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100 dólares.
Essa história é real e foi patrocinada pelo Washington Post num experimento social sobre percepção , gosto e prioridade das pessoas. E fica a pergunta:
Nós percebemos a beleza, nós paramos para apreciá-la,, nós reconhecemos talento em um contexto inesperado.....? Se as pessoas não tiveram tempo para apreciar um talento como Joshua Bell, em uma das músicas mais belas que a humanidade já teve, será que não estamos perdendo muito mais coisas?
O mundo está massificado. Não temos tempo para parar. Somos escravos do relógio. Com isso, perdemos o essencial..... a beleza da vida, situações e momentos únicos que estão passando no palco da existência..... Pare, respire, aprecie a arte, a beleza, a simplicidade, a Natureza, as flores, as crianças e seu sorriso.....
O essencial é invisível, precisamos desenvolver nossa sensibilidade para senti-lo.
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