quarta-feira, 28 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO.


Hoje, 28 de abril, é o Dia Mundial da Educação compreendida como instrumento de convivência social e transmissão de cultura e também de conhecimentos e experiências entre as pessoas.
A palavra educação geralmente está associada ao universo escolar, às lições aprendidas ainda na primeira infância, desde o berçário, passando pelo maternal, pela pré-escola, e seguindo pelo ensino fundamental, ainda na fase infanto-juvenil, e outros cursos na idade adulta. O aprendizado escolar, com a consequente socialização das crianças e adolescentes, faz parte do processo de desenvolvimento humano de forma inquestionável.
O conceito de educação, porém, vai muito além dos livros didático-pedagógicos e da convivência com os professores e colegas numa sala de aula ou nas atividades extracurriculares. Isto porque, a educação não se apreende somente na escola, mas tem uma abrangência muito mais ampla se for considerada no âmbito da sociedade e aí definida também como sinônimo de cidadania e polidez.
Ser ou não ser educado
Atitudes educadas não estão necessariamente relacionadas ao grau de escolaridade ou à condição financeira familiar/pessoal e não ocupam espaço e lugar. Portanto, podem estar presentes em todos os momentos no dia a dia das pessoas, em todos os lugares. Mas, no cotidiano de Sorocaba (embora não seja privilégio desta cidade), nem sempre o que se observa nas áreas públicas, no trânsito, nas ruas e avenidas, nos terminais de ônibus, nos estacionamentos de shoppings e hipermercados, entre tantos outros lugares, são posturas que refletem educação/cidadania. Mas por que muitas vezes as pessoas agem como se não fossem bem educadas?
Quem explica sobre essas nuances do comportamento humano é a psicóloga Ana Laura Schliemann, mestre em Psicologia da Educação, especialista em desenvolvimento humano e professora da Universidade de Sorocaba (Uniso).
De acordo com Ana Laura, pessoas que jogam objetos ou “lixo” pela janela do carro ou dos ônibus, por exemplo, que buzinam freneticamente num congestionamento (mesmo em casos de acidentes) ou abusam no trânsito, colocando em risco a própria integridade e a dos outros, que ‘costuram‘ nas ruas e avenidas, que param sobre as faixas de pedestres, ou deixam o “som” do carro no volume máximo, “precisam provar para si mesmas que são as boas”.
Segundo a psicóloga, essas pessoas geralmente têm baixa autoestima, falta-lhes a percepção sobre onde termina o seu direito e onde começa o do outro. “É ruim esperar (quando o trânsito está praticamente parado), é, mas eu preciso através desse esperar desenvolver habilidades como paciência, respeito pelo outro, pelas necessidades do outro. Enfim, desenvolver e praticar a solidariedade humana”, afirma Ana Laura.
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