sábado, 8 de maio de 2010

PESQUISA INDICA QUE MENOS DE 6 HORAS DE SONO PODE CAUSAR MORTE PREMATURA


Investigadores ingleses e italianos analisaram dados de 16 estudos distintos da Europa, Estados Unidos e Ásia por mais de 25 anos, que cobriam mais de 1,3 milhões de pessoas e mais de cem mil mortes.A conclusão é clara: quem dorme menos de seis horas por noite tem 12 por cento mais de probabilidade de ser vitima de morte prematura do que os que dormem regularmente seis a oito horas.O estudo, publicado na revista científica Sleep, juntou uma equipa de investigadores da Universidade de Warwick e da Escola Médica da Universidade Federico II em Nápoles.Nem oito nem oitentaNo entanto, as conclusões não ficam por aqui. O estudo garante ainda que quem dorme mais de nove horas por noite também tem mais probabilidades de morrer mais cedo.
Francesco Cappuccio, investigador principalDormir a mais não é considerado por si um risco mas sim um indicador de doenças subjacentes.“Enquanto o sono de curta duração pode representar uma causa de problemas de saúde, o sono longo representa um indicador de saúde”, explica Francesco Cappuccio, chefe do departamento Sono, Saúde e Sociedade da Universidade de Warwick e líder do estudo.Sono e pressões sociais“A sociedade moderna tem reduzido gradualmente a média de sono dos indivíduos, e esse padrão é mais comum entre os trabalhadores de tempo inteiro, que pode resultar de pressões sociais por mais horas de trabalho. Por outro lado, a deterioração do nosso estado de saúde é muitas vezes acompanhada por uma extensão da duração do sono”, explicitou o especialista.“Dormir regularmente seis a oito horas por noite pode ser óptimo para a saúde. A duração do sono pode ser considerada um factor de risco, influenciada pelo ambiente e possivelmente passível de ser alterada com a educação e aconselhamento, bem como através de medidas de saúde pública com fim à melhoria dos ambientes físicos e de trabalho”, sugeriu Cappuccio.Os autores realçam ainda que estudos anteriores já alertavam que a falta de sono está associada a doenças cardíacas, obesidade e diabetes.
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