quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

UM JOGO DE VIDA OU MORTE!!!

O jogo da pelota era o ritual religioso mais importante dos astecas e maias”, afirma a antropóloga Maria Ângela Barbato Carneiro, da PUC-SP. De acordo com Maria Ângela, os marcadores ficavam presos ao lado da figura de um ídolo. O campo era, portanto, um local de sacrifício e de ressurreição. O jogador que “encestasse” a bola no marcador era premiado com um convite para frequentar a casa dos dirigentes, conquistando riqueza e prestígio. A equipe vencedora ganhava o direito de se apossar de todos os objetos que conseguisse da plateia. Quanto ao capitão do time derrotado, era honrado com a morte.
É difícil compreender todo o significado do jogo. Para que disputar uma partida para ser sacrificado? A sociedade contemporânea considera essa lógica inaceitável. Para a civilização pré-hispânica, porém, a morte por sacrifício perpetuava a vida. O arqueólogo francês Michel Graulich, diretor de estudos religiosos na Escola de Altos Estudos de Paris, explica que na concepção de vida e morte maia todos deviam e pagavam aos deuses com autossacrifício ou com sangue.
“O sacrifício era praticado como oferenda aos deuses, na tentativa de amenizar a fúria de fenômenos cósmicos, como secas e inundações. Seu propósito era manter o equilíbrio do universo”, diz Graulich. O México abriga mais de 1,5 mil campos do jogo da pelota. Eles são testemunhas da complexidade das civilizações précolombianas da América Central.
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